Rosa não é minha cor
Contudo, estou me perdendo. Olá por
aí! Eu sou a Mia, Ma, Maria, e Grazia. Sou cada uma e todas de um vez só, e
criei esse blog porque sentia falta de escrever histórias e falar com uma
câmera. Uai, como assim? Se eu contar há quem duvide, mas amo escrever histórias
e criar histórias desde pequena. A câmera foi mais esparsa e efêmera, mas me
acompanhou durante os anos em que eu não brincava muito com outras crianças. Quem
diria! Nessa mesma época eu já tinha certeza de que rosa não era minha cor
favorita. Nem perto. Azul faz muito mais sentido, é mais profundo. E representa
todas as coisas que eu mais gosto. O céu azul visto de um avião é indicativo o
suficiente. A visão do mar cristalino do outro lado do continente também; meus
cadernos favoritos, vestidos e os melhores lápis-de-cor! Tudo azul.
Não tenho nada em particular
contra cor-de-rosa. Gosto de rosas! De preferência vermelhas. O rosa em si não me
reflete aparentemente. É uma cor calma para tudo que quero expressar, e acho
que isso me incomoda. Acabo evitando sem perceber, e quando vejo já fiz careta
para alguma coisa rosa. Meus bloquinhos rosas sempre acabavam primeiro
simplesmente porque eu não tinha dó de usar todos eles já que eu não gostava. Vão
aprender que eu também sou meio fissurada com papelaria. Minha história com o
rosa é resumidamente essa, o que não quer dizer que minha antipatia não vá mais
dar as caras por aqui, apenas nesse texto não quero gastar mais de dois parágrafos
com algo que não me agrada. Esperem um texto todo sobre o resto do arco-íris! Agora
chega desse assunto, e vamos continuar.
O que poderia me definir além de
cores? Além de viagens e comida? De livros e histórias? De arte e política? Parece
tão estranho querer contar tudo de uma vez. Essa é a sensação que tenho – lê-se
desespero – quando preciso escrever uma “essay”. O que vale a pena contar? O que
me moldou como pessoa, me fez ser quem eu sou, é relativo considerando que a
balança você quem faz. Por exemplo, poderia contar como quando criança peguei
dinheiro do meu primo e tive que devolver de fininho porque ele estava muito triste,
e como me arrependo até hoje mesmo sem nunca ter contado pra ele o que eu fiz. Isso
me marcou porque eu dei peso para essa situação, mas será que necessariamente
me moldou como pessoa? Se sim, o quê? Se não, como poderia eu escolher algo valioso
para contar?
Acho que a aula de física acabou.
Interessante como começo cada parágrafo mudando de assunto. É uma graça. Ou não,
não sei o que você acha engraçado. Sentiu o peso do “você”? Porque eu sim e já estou
dançando na cadeira por isso. Obrigada por ler até aqui. Não sei se vale a pena
voltar com mais uma reflexão, mas definitivamente não queria um texto qualquer.
Já estou pensando no próximo, e é sobre bonecas! Será que faz algum sentido? Se
não, precisa fazer algum sentido? Olha onde estamos! Estou enrolando de novo. Até
mais!
Atenciosamente,
Mia COM (dá pra adivinhar, né?)
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